Reabilitação fonoaudiológica pós AVC

 

O acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame cerebral, é a terceira maior causa de morte em países desenvolvidos estando atrás somente das doenças cardíacas e o câncer.

Em média, 3 milhões de mulheres e 2,5 milhões de homens, com idade menor que 65 anos,  morrem por AVC anualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde.

O AVC ocorre de forma súbita e os sintomas mais comuns são: fraqueza na face, braço ou perna geralmente em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender o que é dito, dificuldade para andar, ou dificuldade no equilíbrio e coordenação, dor de cabeça severa sem uma causa conhecida, ou desmaios e estado de inconsciência. Pessoas com estes sintomas devem procurar imediatamente auxílio médico (OMS).

Pacientes que sofreram AVC podem apresentar sequelas como hemiparesia ou hemiplegia, algum tipo de dependência para realização de atividades de vida diária, alguns apresentam afasia, outros apresentam sintomas de depressão e em casos mais severos, necessitam de cuidadores ou atendimento de home care, de acordo com o relatório publicado pela OMS em 2012.

A afasia é uma alteração na linguagem que pode acontecer após um AVC onde o paciente pode apresentar tanto dificuldades na expressão oral ou dificuldades na compreensão do discurso. Podem ocorrer anomias (dificuldades para nomeação), jargão (produção oral de sem significado), estereotipias (reproduzir uma determinada palavras ou expressão de forma repetitiva), parafasia (troca de uma palavra por outra com alguma relação entre elas), agramatismo (alteração na fala com perda de componentes gramaticais) e neologismo (criação de palavras sem significado). Pacientes que apresentam este tipo de quadro pós AVC devem buscar tratamento como um fonoaudiólogo a fim de reabilitar a fala e linguagem com o objetivo de restabelecer a comunicação e linguagem dentro de suas possibilidades.

Assista a entrevista da fonoaudióloga Viviane Fontes à WTN Saúde.